Gestão de pessoas ou gestão de
vidas?
A arte na gestão de pessoas é
discutida há anos, as publicações e estudos acerca do tema são incontáveis, mas
quando tentamos achar um denominador comum ou uma fórmula para todas as
estratégias e métodos que nos apresentam o cenário não é tão preciso ou fácil
de ser interpretado. Porém existe um ‘norte’ na maneira de se tratar o tema.
As empresas perceberam que as
pessoas constituem o elemento do seu sistema nervoso que introduz inteligência
nos negócios e racionalidade nas decisões. De nada serve a
tecnologia e os investimentos financeiros para o desenvolvimento de novos
produtos se a empresa não puder contar com pessoas inovadoras e criativas para
conduzir todo este processo, e isso só é possível criando condições de
trabalho que estimulem o seu potencial.
O gestor deve ter consciência que
cada indivíduo tem as suas aspirações pessoais, distintas uns dos outros,
possuindo, portanto, motivações diferentes. Assim, é verdade que se pode encontrar
no mesmo sector algumas pessoas que desejem ser o vice-presidente, director
de marketing, director de vendas etc. Porém, em contrapartida, existe aquela
pessoa que o seu maior êxito é continuar na função actual, sentindo a
segurança necessária para poder projectar os seus planos, baseado na
confiança que ele tem na empresa. Para essa pessoa, a realização pode ser a
execução de actividades rotineiras, visto que não é a busca de crescimento
profissional que esse perfil de funcionário pretende, mas sim a estabilidade
que a empresa oferece. Nesses casos o auto-interesse é a força-motriz.
Então, é na maneira de extrair os
sonhos e metas dos colaboradores, que se encontra uma das chaves para alocar
a cada indivíduo uma função que lhe proporcione satisfação. Como
consequência, tem-se excelência nos resultados. O objectivo
básico de todas as organizações é atender às suas próprias necessidades. Já as
pessoas formam uma organização ou relacionam-se com algumas porque
esperam que sua participação satisfaça algumas das suas necessidades pessoais.
Este é o caminho para a motivação.
A satisfação pessoal dos
colaboradores tende a reflectir-se nos clientes, exteriorizando
um trabalho bem feito não apenas pela obrigação da função, mas reflectindo o
prazer do próprio indivíduo em realizá-lo. A gestão adequada da vida de seres
humanos no trabalho, na maneira como eles ganham a vida, pode melhorá-los e
melhorar o mundo, e, nesse sentido, pode ser uma técnica utópica ou
revolucionária.
A rotina no trabalho e as suas condições tendem a não
somente proporcionar condições de vida melhor às pessoas, mas também a trazer
algo mais à sociedade como um todo. Trata-se de observar a satisfação
do próprio empregado e procurar reduzir a distância entre gestores e colaboradores.
É estabelecer uma atmosfera na qual não há limites na comunicação.
É necessário escutar e estar em
constante observação nas mudanças comportamentais, usando mecanismos e
ferramentas que ajudem a ter uma visão clara das condições de trabalho e do
ambiente dentro da empresa. Só assim será possível gerir mais que pessoas, mas sim
MOTIVAR VIDAS.
Vale a pena pensar nisto....
Obrigado, e bom trabalho!
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